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15.4.16

"Feminista é tudo feia e mal comida". Segundo o ômi do post.

Vamos pela lógica do ômi que falou lá no post da miga. Ele diz: 'Feminista é tudo feia e mal comida.' O que ele pensa: "Tática para afastar as mulheres da verdade. Falo que é coisa de mulher gorda, peluda e feia. Nenhuma mulher quer ser assim não é mesmo? Elas querem ser desejáveis. Além do mais, é uma ofensa numa cultura que prioriza a beleza e juventude feminina. As moças que continuarem dentro do nosso sistema machista serão agraciadas com nossa afirmação e aceitação". E comenta: "Muito bem fulana! Você sabe pensar. Não é como essas feminazis mal comidas".

A manipulação é forte. Onde eles aprenderam essa maldita arte? Isso vem de séculos e séculos atrás. Passando em gerações. Com certeza teu pai absorveu, teu irmão e teu filho se você não fizer algo pra mudar a cabeça dele e torná-lo uma pessoa melhor para o mundo.

Não é culpa só das famílias. Existe toda uma cultura em torno disso. A sociedade, a mídia, tudo se baseia na manipulação e controle do corpo da mulher e de como essa mulher deve se comportar socialmente.
Sobre essas postagens, é melhor ignorar, denunciar, ridicularizar se for a última opção. Mas nunca entre em debate pois essas pessoas estão lá para desestabilizar o argumento das mulheres. Não há respeito. É um ataque. É guerra de gênero.

Sabemos que existem grupos de machistas que se reúnem para atacar postagens. Existe uma militância em torno disso. É o opressor lutando pra não perder sua presa, seu direito de dominar. Se o ataque for ofensivo ou caracterizar crime você pode denunciar pelo facebook (sim, sabemos que as vezes nem adianta), no site safernet, no humaniza redes, no denúncia uol e ministério público federal ( tem que clicar num link na barra inferior e baixar um manual).

Precisamos ter força, ter inteligência emocional e seguir firme na luta.

Por Chriscia Costa



Misógino pacífico?


Mais um dia presenciando meu pai em frente a tv ofendendo quase toda mulher que ele assiste. Vadia, vagabunda (com a boca cheia), puta, burra. Sim, ele é misógino. Misógino pacífico daqueles que são oprimidos pela esposa e passam a nutrir ódio pelas outras mulheres. A primeira e  a última palavra sempre foi da minha mãe, autoritária e abusiva com todos. Mas ele nunca teve coragem para resolver seu problema pessoal. Eu achava que tinha o melhor pai do mundo por ele não me bater. Sim, minha mãe me surrava pra descontar suas frustrações. E eu via no meu pai, o homem que não me surrava e nem gritava comigo, um homem pacífico. Somente na fase adulta percebí que ele foi omisso e covarde. Lavava as mãos para não entrar em conflito com minha mãe. Mas isso é outra história. O que quero falar aquí é sobre ter uma filha mulher e abraçá-la completamente. Sentir seus desejos, suas alegrias e sua dor.  Compreender e amar de verdade, o amor incondicional.

Sempre notei uma certa distância em relação a mim, mas achava que essa distância se devia apenas aos conflitos do meu pai com minha mãe e com seus trabalho árduo na metalurgia. Eu queria brincar de futebol mas era raro ele brincar comigo, preferia não falar de futebol e ignorar minha coleção de figurinhas de jogadores de futebol que vinha no chiclete ping pong. Ao perguntar sobre jogadoras, ele respondia: "Não tem não, mulher não sabe jogar direito, não tem como". Era muito sutil e eu não percebia o machismo, apenas sentia tristeza com aquilo. Qualquer coisa relacionada a mulher que eu perguntava, a resposta era sempre negativa e eu cada vez mais decepcionada. Cheguei a pensar, "Droga, eu nascí mulher e não posso fazer nada". Brinquedos como carrinho, armas de brinquedo, soldadinhos... Enfim, não podia ter, era coisa de menino. Mas havia falas carinhosas, passeios de domingo na feira, expressão terna. Iludida por essa luz 'pacífica' em meio a turbulência da vivência com minha mãe, não percebia o viés machista a me julgar, me inferiorizar, me frustrar. Talvez não fosse a intenção plena dele me oprimir ou inferiorizar mas havia algo arraigado em seus pensamentos o fazendo se comportar de forma ignorante e preconceituosa.

A culpa era minha claro, por ter nascido do gênero errado. E o azar do meu pai foi ter tido filha mulher. Como se orgulhar em meio aos seus amigos 'ômis' e seus filhões com camisa de futebol tendo uma menina de vestido rosa pela mão?
Tenho certeza que se eu fosse homem a promessa da autoescola e do carro se cumpriria ainda na adolescência. Sairíamos juntos e ele nunca me recusaria uma partida de futebol. Ah, eu teria o tão sonhado ferrorama, armas de brinquedo e carrinhos que eram coisas de menino e imagina, eu não poderia ter. Também não haveria problema em trabalhar ainda na adolescência, homem que é homem trabalha. A mulher fica em casa, cuidando da mesma. Tudo o que eu deveria fazer era ficar 'mocinha' e esperar o momento certo pra arrumar um bom '$' marido. Esse era meu destino.
Um destino meia boca, no tropeço. Uma vida conturbada e triste. Eu me pergunto todos os dias, se eu fosse homem, o quão diferente teria sido. As oportunidades, o respeito, o caminho percorrido. Talvez não muito diferente pelo fato de ter uma mãe opressora, quem sabe um pouco diferente sim, por ganhar um pai por completo. A má notícia é saber que poderia ser mais um 'recrutável' ao grupo da misoginia. Não, pensando bem, é melhor ser mulher. Eles é que devem se adequar a mim e não eu a realidade deles.




Por  Chriscia Costa

1.2.16

Relacionamento abusivo: O prepotente e arrogante



Uma pessoa muito nociva para a mulher é o prepotente e arrogante. Com certeza uma relação abusiva, altamente desrespeitosa onde a maior prejudicada é a mulher. Desde stress passando por depressão a problemas cardíacos. Estar numa relação dessas é se destruir. A mulher perde tudo, auto estima, segurança, autonomia, saúde. O prepotente e o arrogante ou quem é as duas coisas juntas é uma péssima pessoa para se relacionar. Inicialmente, para se valorizar, ele tenta impressionar, tratar bem o outro. No decorrer da relação, ele se volta pra sí e mostra as garras. Lobo em pele de cordeiro. Na realidade, quer a atenção para sí, o tempo todo. Quer protagonizar e dominar tudo ao seu redor. Não aceita ser contrariado, não, ele nunca perde a razão. A mulher que está envolvida com uma pessoa dessas, pode ficar presa na relação já que ela perde a percepção do que é certo ou errado. É como se ele estivesse certo e no fundo, ela estivesse errada. É importante tentar pontuar para estas mulheres que o companheiro está errado e oferecer apoio para que ela se fortaleça e abandone a relação abusiva.

O Prepotente e arrogante


* Jamais se considera arrogante. Em sua opinião, ele apenas defende suas posições e princípios.
* Quando fracassa, a culpa é dos outros ou a sorte não o acompanhou.

* Cobiça o sucesso dos outros, mas é claro que não assume isso, “afinal ele é a personificação do sucesso”.

* Quando reconhece um erro, o que é muito raro, justifica-o mentindo ou omitindo detalhes.
* Exige ser ouvido, mas não dá ouvidos à ninguém.
* Quando solicita opinião, é apenas um meio de autoafirmação. Seu desejo é ser aprovado, caso contrário desconsidera a opinião dada.
* Humilha e destrata quem o desagrada ou tem opinião diferente da sua.
* Acha que tem controle sobre tudo, inclusive sobre as pessoas.
* Tem solução para os problemas alheios, mas jamais consegue resolver os seus.
* A sua palavra obrigatoriamente prevalece sobre qualquer outra.
Sempre enaltece suas supostas qualidades.
* No auge de sua falsa modéstia, diz que seu maior “defeito” é ser perfeccionista
* Critica à todos, porém desconhece o que seja autocrítica
* É egoísta, mas exige solidariedade das pessoas
* É mentiroso e acredita na própria mentira
* Não é respeitado e sim, temido
* Dificilmente agradece por um favor recebido, pois jamais reconhece que o recebeu
* Se considera o melhor amigo, o melhor conselheiro, o melhor filho, o melhor pai, o melhor marido, o melhor amante, o melhor profissional, o melhor sujeito e por isso raramente muda de atitude
* Passa a vida pensando que é querido por todos, quando na verdade é odiado por muitos
* Muitas vezes, tem uma vida infeliz ou medíocre, se achando a pessoa mais feliz do mundo
* O arrogante termina a vida se arrependendo tarde demais por tudo o que causou aos outros e à si mesmo.

Relacionamento abusivo: faça um breve teste.


Imagem intitulada Get Out of an Abusive Relationship Step 2

1.Ele grita com você?
2.Ele te deixa com a auto-estima baixa?
3.Ele regula o que você veste?
4. Ele regula com quem e pra onde sair?
5.Ele te deixa insegura, ameaça deixá-la se você não fizer o que ele quer?
6.Ele faz uso da força ou de pressão psicológica para ter relações sexuais com você?
7. Ele não respeita o seu não?
8.Ele te considera incapaz, inferioriza sua inteligência usando termos do tipo: "burra", "idiota", "você não é capaz", "você não entendeu o que eu disse"?
9.Faz gaslighting, te chamando de "louca", "neurótica e "desequilibrada"?
10.Ele já te agrediu fisicamente, desde empurrões, beliscões, puxões de cabelo, até socos e chutes?

Se sua resposta é sim para pelo menos uma dessas perguntas:miga, seu relacionamento é abusivo. Fuja desse tipo de relação, procure amigues, parentes que possam lhe ajudar. Se se sentir ameaçada, procure a delegacia da mulher, que mesmo com toda a burocracia, é a melhor medida a se tomar. Por favor, não se cale. NÃO SE CALE!

Repasse para suas amigas e familiares, juntas somos mais fortes!

Porque uma mulher desvaloriza a outra?

The Women Fighting for the Breeches by John Smith
(mulheres brigando por calçolas, enquanto um homem que presencia a cena parece rir.)


A mulher desvaloriza a outra por dois fatores: o primeiro é a reprodução do machismo que nos coloca uma contra outra. Segundo, é a única defesa que tem para se valorizar usando o conservadorismo e as amarras do machismo (achar que é superior em algo), usando suas próprias privações morais, físicas e emocionais, já que não tem autonomia sobre sí e nem respeito sobre suas vontades. Ela desrespeita a sí própria para em seguida desrespeitar a outra. Segue uma regra de padrões formulados pelo patriarcado para manipular e oprimir a mulher.

Falando em linguagem mais clara, funciona assim:
Tá passando um programa com uma modelo linda e o marido elogia a beleza da musa. Possuída pelo ódio a esposa diz: 'Assim é mole, arranca dinheiro de ômi rico pra gastar com plástica e shopping. Assim até eu.' Seguem mais falas:
'Fica posando nua, se amostrando, não se dá ao respeito, qual homem vai querer? Só pra sexo mesmo...'
'Essa daí? Eu duvido que não traia o marido com essa roupa vulgar.'
'Vai dizer que ela vai cuidar de casa, marido e filhos igual eu cuido? Essas mulheres só querem dinheiro. Bobo do homem que acredita.'
'Essa mulher não deve saber nem fritar um ovo pro marido e quer casar... Eu faço vatapá, estrogonofe, faço de tudo...'

Enfim, a mulher não perde a oportunidade de detonar a vizinha, a amiga, a desconhecida e até a irmã. O importante é mostrar que em algum aspecto se sente superior em relação a outra.

Mas que aspectos são esses? São legítimos? Porque te representam?
Usar batom vermelho é coisa de puta, tatuagem é coisa de puta, saia curta e decote, de puta. Quem te disse isso pela primeira vez? De onde você obteve essa informação? Da sua avó que reproduzia o machismo? Do seu tio que batia na sua tia? Na escola onde todos sempre reproduziram o machismo de seus familiares?

Entende como a coisa é intrínseca, densa? Ela parte de lá de trás, de um passado obscurecido buscando perpetuar esses preconceitos através das gerações. Mas ao se dar conta que estamos presas nesse ciclo vicioso, precisamos arrebentar essas correntes. Existe ainda uma tendência para esse pensamento. Enquanto na periferia as mulheres precisam ser prendadas e religiosas, na burguesia a mulher precisa ter além disso, dinheiro, beleza e curso superior.

Com a auto estima detonada e moldada para específicas funções, a mulher não tem a percepção de que todas nós somos livres. Não é o fato de não saber cozinhar que nos torna menores, não é o comprimento da roupa nem o decote que fala sobre nossa moral e ética. Não é nosso linguajar livre, recheado de palavrões que aliviam a alma, que vai dizer o nível cultural e social.

A nossa moral não é sobre um casamento na igreja e nem sobre casar virgem.
A nossa moral não é sobre ser separada, divorciada, ter filhos ou não.
A nossa moral não é sobre nossa opção sexual.
Não é sobre o estilo musical que ouvimos.
A nossa moral é sobre o que nos torna dignas perante a sociedade. É o trabalho, a generosidade, a humildade, a sabedoria, a empatia,  são os valores que trazemos na bagagem. A construção ética está acima de qualquer fenótipo, qualquer exigência superficial em relação a dignidade.

Vamos novamente equiparar. Brasília. Senadores, deputados, ministros com seus ternos caríssimos. São bem apessoados. Primam pela família tradicional. As mulheres usam terno ou tailler. Tudo muito sóbrio. O Brasil é um dos países mais corruptos do mundo. Essa gente arrumadinha falando bonito, está nesse nesse exato momento desfrutando do nosso dinheiro. São corruptos, ladrões de colarinho branco.

Muitas pessoas se escondem em imagens recatadas, usando a cultura padrão pra esconder suas desonestidades. O que queremos aquí não é desvirtuar o assunto mas mostrar que essa coisa de padrão tem utilidade pública. É através desse padrão que somos reguladas. Um padrão moral nascido com o cristianismo impondo submissão à mulher e fazendo com que as mulheres se tornem inimigas. Quer acabar com uma resistência? Fácil. Coloque seus oponentes uns contra os outros. Eles não terão tempo de reagir contra o inimigo. Ficarão lá brigando entre sí enquanto o verdadeiro inimigo entra no campo de batalha e vai destruindo um por um. Eis uma ferramenta do patriarcado.


Por Chriscia Costa.

Machismo no Rock e no Metal - Parte I

Por Chriscia Cross

Quem me conhece sabe que após um casamento abusivo me ví livre pra estudar música, fazer artes marciais e ser feliz.
Dedicava todo o meu tempo disponível aos estudos de música, fiz Villa Lobos, estudei com professores particulares de canto e guitarra. Parecia curada da depressão e da ansiedade. Comecei em uma banda modesta com letras de protesto e som punk. Não havia muito problema até uma letra ser rejeitada pelo baterista que era dono do estúdio. Ele era cristão e a letra protestava contra a corrupção religiosa. Entrei em outra banda som punk-thrash. Cheguei a fazer um show e foi aí que comecei a ter contato com a coisa toda. A maioria das bandas tinham essa coisa de 'rock é pra macho', 'pra quem toca sem camisa', pra quem urra mais grosso', 'nosso meio tem cerveja e coisas de homem'.

Eu tinha plena segurança que minhas composições eram boas e elogiadas ao passo que alguns integrantes mal sabiam ler cifras. Mesmo assim, algumas vezes quando me chamavam pra tocar em uma banda, o interesse era ter mulher pra chamar a atenção. Um adorno pra bandinha de machos deles. Fui entendendo como funcionava e comecei a rejeitar propostas. Rejeitei muitas pois analisando as falas, coisas do tipo: ' a gente quer uma integrante pra dar uma impulsionada na banda'. Tipo, caras vão ao show pra xavecar a mina da banda e isso é bom pra banda.

Meu sonho sempre foi ter uma banda de meninas mas como a vida é difícil, eu voltei a ficar muito deprimida. Em seguida, desenvolví um quadro de enxaqueca crônica que tenho até hoje. A medicação tira completamente a concentração, a memória vai pro espaço. Como se não bastasse o machismo, enfrentei também problemas de saúde. Passei por muitas bandas, sem me fixar em nenhuma. Vamos falar sobre o que ví e como sobrevivi:

Conheci meu namorado em uma banda. Começamos a compor coisas legais mas o líder da banda não gostou do fato de estarmos namorando e compondo pra banda. Ridicularizou nosso trabalho e me tirou da banda. Nota: Este sujeito não sabia nem ler um Dó na pauta. E eu meu namorado estamos juntos até hoje.

Estive em uma banda de playboyzinhos vikings. Como a banda era cover do Amom Amarth, eles viviam reclamando que não poderiam fazer a mesma performance porque os caras tocavam sem camisa como guerreiros e eles tinham uma mulher na banda. Nessa época estava começando a ficar muito doente e faltei alguns ensaios. Em um mês de início eles marcaram show e tive que tirar nove músicas para um show, porque o líder estava com pressa. Ele queria aparecer. Fizemos um show aos trancos e barrancos. O baterista esqueceu uma parte, o guitarrista solo se embolou. Mas eles tinham que reclamar do som da minha guitarra estar baixo, do meu equipamento e que toquei pro meu namorado que estava lá me dando força.  Assim como as namoradas deles estavam no evento também mas não havia problema. Não entendí... Aiás, a gente entendeu sim né meninas!

Uma outra banda, tudo corria muito bem. Eu compunha para a banda e estavamos gravando um cd demo. Tudo bem mas... O vocalista se apaixonou (ou faltou senso e respeito né, já que eu sou comprometida). Claro, saí da banda e foi algo muito ruim. A banda me fazia bem, éramos todos amigos e a banda acabou por isso. Coleguinhas machistas vão dizer: 'Por isso que não pode ter mulher em banda'. É mesmo? No seu trabalho não tem mulher? Na escola não tem mulher? Ou seja, a culpa é sempre da mulher que está alí instigando ou a culpa é do homem que não tem limites nem ética?

Muitos emails, inbox, homens me parando na rua e dizendo que queriam montar um projeto com uma mulher. E isso me perturbava pois eles nem se quer perguntavam sobre minhas experiências e habilidades. Era só uma imagem mesmo. Tem disso. Mas é só dizer não. A raiva passa.

Bom, passei por muitas legais, outras não pude manter por conta dos problemas de saúde. É muito triste passar o mês estudando algumas partituras e te dar um branco na hora do ensaio. É mito triste querer estar na música mas estar agonizando de dor na cama. Bom é isso. Além de uma figura feminina está toda uma vida. Suas lutas, seu passado, seus sonhos.

Eu sigo gostando muito do metal. Essa é minha visão interna, em que estive envolvida. No próximo vou falar das grandes bandas e todo o mercado mundial. Vai ser show! 

Aquí no primeiro show, eu tocava guitarra (banda se diluiu por ideologias diferentes punk x thrash, a amizade fica):
 

Última banda, Unconfined Souls, muito legal. A banda acabou após o desfalque de uma das guitarras:




10.1.13

'Mulheres Guerreiras' : restituindo a força, a integridade e os valores sociais femininos.


 Em nosso meio social, muitas mulheres estão sendo oprimidas e agredidas pelo sistema patriarcal.  O patriarcado prioriza a figura do homem como dono dos privilégios, do poder sobre o gênero feminino. Mesmo nos dias atuais, as igualdades de gênero não são respeitadas. Reprimindo esses abusos, estaremos contribuindo para uma sociedade menos opressora, mais igualitária e respeitável, preservando assim, a dignidade de nossas filhas, netas e todas as demais gerações. É incontestável que a luta que travamos é árdua, mas vemos muitas vitórias e essa é a parte mais gratificante. Lembrando que a família tradicional e a sociedade perpetuam ideias que diminuem a autonomia feminina. 'Lugar de mulher é na cozinha' e educar meninas somente para casar e ter filhos, é uma delas. Ofensas como 'feminista gorda' ou 'feminazi' jamais vão derrubar nossa luta. São pensamentos ignorantes, sem valor.
Temos os mesmos direitos que os homens, pois somos cidadãos iguais. A liberdade de ir e vir, de falar, pensar pois somos competentes e capazes. E ninguém pode nos tirar esse direito.

O domínio do homem sobre a mulher:
Como primeiro recurso, o machista impõe, ele deprecia, ele manipula. Se for questionado, ele altera a voz, se torna agressivo, tenta convencer com diversos argumentos. É retórico, inverte as situações roubando a razão pra si. Distorce uma situação e ameaça. Como último recurso, ele agride. Além de abusar psicologicamente da vítima ele também utiliza recursos selvagens, como tamanho e força. É um animal usando a  agressividade como meio de domínio.
O machista usa argumentos de falácia para mostrar uma pseudo razão, não concilia, nunca pensa em favorecer a outra parte. Como ele é egoísta, toda a situação gira em torno dele próprio, dos seus desejos, do seu querer. É o jogo do domínio.

Como transformar este monstro em um ser civilizado? Continuamos fazendo nossa parte, esclarecendo aos mais velhos, educando os meninos e meninas.